Antonino Oliveira Júnior*Eu nem abri meu coração
E você, lentamente,
foi transpondo tecidos,
músculos, células,
penetrando suave,
como suave é o ato de amar;
E aquietou meu coração arrítmico,
ditou seu compasso,
irrigou vasos,
liberou artérias
e concedeu vida à minh’alma;
Dois seres felizes,
prenhes de amor,
de um amor sem paixão,
de um amor sem romance,
de um amor que é só vida.
*Antonino Oliveira Júnior é membro da Academia Cabense de Letras
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