sábado, 1 de junho de 2013

AMOR SEM ROMANCE



Antonino Oliveira Júnior


Eu nem abri meu coração
E você, lentamente,
foi  transpondo tecidos,
músculos,  células,
penetrando  suave,
como  suave é o ato de amar;
E aquietou meu coração arrítmico,
ditou  seu compasso,
irrigou  vasos,
liberou  artérias
e concedeu vida à minh’alma;
Dois seres felizes,
prenhes  de amor,
de um amor sem paixão,
de um amor sem romance,

de um amor que é só vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário