
sábado, 3 de dezembro de 2011
VIAGEM NOS TEMPOS

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
O ÚLTIMO SEXTA DE LETRAS DO ANO

Hoje é o último SEXTA DE LETRAS de 2011, projeto da Academia Cabense de Letras, que acontece na Câmara de Vereadores, a partir das 19 horas. Hoje o poeta e acadêmico IVAN MARINHO fará palestra sobre A POESIA MARGINAL DE PERNAMBUCO.
Na mesma noite, a Câmara de Vereadores outorga o título de Cidadão Cabense ao escritor NELINO AZEVEDO, presidente da A cademia Cabense de Letras. O projeto de Título de Cidadania a Nelino Azevedo é de autoria do Vereador Ricardo Carneiro (Ricardinho).
DEBATENDO O TEATRO
"Pretendo abordar o que podemos entender como qualidade no teatro, investigando, através de exemplos, o cuidado estético de interpretação, de produção e de proposta que vai à cena", resume o jornalista e produtor Leidson Ferraz.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
CURTA-CABO PREMIA OS VENCEDORES
A noite da quarta-feira, 30/11, foi dedicada à premiação dos vencedores do I Festival de Filmes Curtas-Metragens do cabo de Santo Agostinho, realizado no teatro Barreto Júnior. Foi uma noite leve, divertida e muito agradável. Os atores Belly Nascimento e Luiz Navarro fizeram o papel de Mestres de Cerimônia, enquanto o músico e cantor Marcelo Briany ocupava os pequenos intervalos apresentando músicas de um repertório bem cuidado e criteriosamente escolhido para a ocasião. Até mesmo as falas das autoridades, dos jurados, etc., aconteceram de forma a não cansar o público, ávido por saber os resultados, que foram os seguintes:
* Melhor Roteiro: Yago Carvalho (A menina da estação)
* Melhor Montagem: Alisson ventura (Relações invisíveis)
* Melhor Som: Yuri Fernando (Relações invisíveis)
* Melhor Trilha: Jonatas Douglas - JD (Antes de partir)
* Melhor Fotografia: Emily Almeida (relações invisíveis)
* Direção de Arte: Thierry Fernandes (Rosas com espinhos)
* Melhor Ator: Marcos Bracha (Cartas para uma desconhecida)
* Melhor Atriz: Corine Fagundes (Rosas com espinhos)
* Melhor Direção: Hugo Leonardo (Cartas para uma desconhecida)
* Melhor Filme: Hugo Leonardo (Cartas para uma desconhecida)
* Prêmio especial do Juri: Noiva (pela paisagem mostrada)
O Festival pode ser considerado um sucesso, pelo nível das produções apresentadas, fruto de uma Oficina de cinema realizada em setembro. Dois meses depois, os alunos deram mostra do aprendizado e da capacidade de cada um. Todos merecem aplausos, principalmente quando levamos em conta o fato de serem iniciantes, porém, gostaria de deixar aqui uma observação que faço sobre determinados trabalhos, que destaco e acredito numa evolução mais rápida que outros. O roteiro de Relações invisíveis é de uma segurança técnica quase que indiscutível e, apesar de ser assinado por um estreante, Yuri Fernando, facilitou um maior entendimento da proposta do próprio filme, tal a segurança como foi desenvolvido. Se houvesse uma premiação para ator coadjuvante, com certeza eu torceria pelo nosso ARARIBA, que foi, na verdade, uma espécie de pilar para que o Marcos Bracho deslanchasse na sua interpretação. Arariba foi quase perfeito ao dar vida a uma personagem cujo objetivo era ser a muleta do protagonista, um admirador subserviente. E ele o fez com competência. O prêmio de atriz foi bem entregue, mas, destaco, também a interpretação da menina que fez o espírito da jovem que morreu na estação e continuava sem encontrar seus caminhos após a morte. Muito boa a sua interpretação. Os prêmios de Direção e Melhor Filmes são indiscutíveis, uma vez que Hugo Leonardo, com o seu CARTAS A UMA DESCONHECIDA, chegou ao Festival mostrando um trabalho que primou pela criatividade, pela segurança do trabalho de atores e uma direção que mesclou antigas tomadas do "cinema novo" com as técnicas modernas da era digital. Parabéns pelos merecidos prêmios. Mas, encerro destacando um outro filme, muito interessante: RELAÇÕES INVISÍVEIS, que nos mostrou o jovem talento de Yuri Fernando na confecção do roteiro, a fotografia de Emily Almeida, os trabalhos de atotr de Ghita Galvão e Matheus Machado, além da direção de Alisson Ventura, que, se não chegou a ser uma perfeição, chegou a mostrar segurança e um pouco de técnica que deve ter visto na Oficina em que participou.
No entanto, parabenizo a todos os que se dedicaram à produção dos filmes, desejando que continuem a buscar os caminhos que possam levá-los a uma carreira no disputado e difícil universo do cinema. Aos realizadores do Festival os nossos parabéns pela garra demonstrada diante dos obstáculos, superando-os e levando o evento ao sucesso que foi.
Antonino Oliveira Júnior.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
FALTOU ESPAÇO PARA O PÚBLICO NO CURTA-CABO
ROSAS COM ESPINHO, de Thierry Fernandesterça-feira, 29 de novembro de 2011
JOSÉ LINS DO REGO

CURTA-CABO COMEÇOU DE FORMA BRILHANTE

segunda-feira, 28 de novembro de 2011
É HOJE O DIA !!!
Homem Morto, de Luiz Cesar, compete no Curta-Cabosexta-feira, 25 de novembro de 2011
I CURTA-CABO COMEÇA NA SEGUNDA
"Antes de partir", de Jonatas Douglas, compete no Festival de Curtas.EU QUERO MAIS
Foto: Wellington Dantasquarta-feira, 23 de novembro de 2011
ELES NÃO VOAM
Antonino Oliveira JúniorVem,
Dá-me a tua mão;
Por mais que a falta de luz
Cubra-lhes a mente e o coração,
Tornando-os algozes do nosso amor,
Haveremos de voar
Cada vez mais alto,
Cada vez mais distante da fúria,
Do desamor que os cega;
Não tema,
Tudo o que eles possam atirar
Não nos atingirá,
Protegidos que somos
Pela redoma de sentimentos puros e nobres;
O nosso vôo está apenas começando,
Sequer abrimos nossas asas,
Mas voamos como colibris apaixonados
Vencendo os olhares, o preconceito,
As palavras e os gestos que nos perseguem;
Vem,
Toma a minha mão...
“Não tema nossa sorte nessa guerra...
Eles são muitos, mas não podem voar...”
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
CURTA-CABO COMEÇA SEGUNDA-FEIRA
"Cartas para uma desconhecida", de Hugo Leonardo (Foto: Divulgação)ENCONTRO ZÉ DA BANHA

sábado, 19 de novembro de 2011
VOZ DA LIBERDADE
AO POETA EM SOFRIMENTO
Ronaldo MenezesRevejo-te, acabrunhado, preso ao leito
Na superlativa ânsia do sofrer,
O amargor do não poder viver,
Considerando o sonho já desfeito.
Afirmo-te, poeta, a dor nos aprimora,
Qual o aço, fortalecendo ao fogo;
Compõe teu verso a sorrir de novo,
Esquece a lágrima que insiste e aflora.
Aprende com o sofrer toda a beleza,
Exalta o bem, o amor, a natureza,
A paz que vislumbras, a liberdade
Rompendo, da matéria, os grilhões,
Perceberás que os nossos corações
Continuam a bater na eternidade...
(ao irmão, amigo e poeta Paulo Alexandre (Cultura), autor de “Ainda batem nossos corações)
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
"GIGANTES" CONFIRMADO NO CURTA-CABO
Raoni Moreno, cineasta, diretor de "Gigantes"quarta-feira, 9 de novembro de 2011
FESTIVAL DE TEATRO DE RUA
foto: Luiz FilhoONDE NASCI, VIVI E VIVO
Jairo Limaterça-feira, 8 de novembro de 2011
O HOMEM, O URUBU E A MENINA
Roberto Menezes*”Larga lá e pega aqui. Pra chorar e pra sorrir!” É assim que os camelôs desta sub-capital e os sub –empregados do comércio anunciam a liquidação nas lojas. Os gritos da liquidação geral talvez anunciem as vendas pro natal ou até mesmo pro carnaval. Puta que pariu, o ano passou depressa, já é quase natal. Sol sobre a lama : maré baixa, o rio expondo a podridão. Aqui as garças são urubus famintos. Agora junta o mau cheiro desse rio com a caretice desse povo: a cidade é insuportável. E tu bate de frente com um urubu.Ou melhor, o urubu bateu de frente contigo. Na verdade, tu esbarrou com o mendigo que lutava com o urubu. A ave e o homem disputavam o bife que veio junto nas sobras de um restaurante do centro da cidade. O mendigo, socialmente liquidado, encontra a sua liquidação: um bife de graça. E urubu nenhum ia tomar a sua oferta do dia. O mendigo provou que é esperto : disputou a carne no lixo com o urubu, igual as donas de casa quando avançam sobre produtos em liquidação.Esse mendigo podia dar palestras para mulheres que gostam de disputar liquidação de lojas e supermercados. Mas falta a este povo feeling e espírito empreendedor para se meter em consultoria. E agora? A festa acabou, o sonho acabou, a revolução virou palavrão, e você está só , sentado nesse banco de praça com o olhar fixo no velho sobrado, hoje uma movelaria quase falida. Cuidado, cara. A polícia na praça já está te olhando. Daqui a pouco, te mandam ficar em pé, fazem a revista, pedem documentos com a arrogância do soldado amarelo de “Vidas Secas”, aquele romance de Graciliano Ramos. ”Quem é você, aparecido ?Está esperando a droga?” Tu sabe que pode dar nisso . Tu sabe que idoso agora é suspeito de ser “mula”de traficante. E não fala que estás ali pensando na menina que morava no sobrado, aquela Clarice que nasceu na Rússia e adorava o carnaval do Recife. Pra ela, nos seus dez anos de idade, uma felicidade clandestina que repartia em longas conversas com as vendedoras de tapioca e os vendedores de mel de engenho. Menina estranha, hein,cara? Preferia comer maçã no escuro porque ficar no escuro era ficar perto do coração selvagem que já sentia pulsar dentro dela. E esse coração, sabia ela, trazia nele um misterioso aprendizado dos prazeres da vida. Mas não conta a ninguém que você espera ver a menina neste quase fim de tarde:uma aparição,uma epifania. Muito menos fala sobre o aprendizado dos prazeres .Policial é bronco e bronca:: nesse vacilo tu sai preso como pedófilo. Tu vira manchete de jornal e noticiário de TV. Tu não vai ser perdoado por nenhuma classe social. Olha, cara, dois policiais estão vindo na tua direção. Talvez seja muito tarde pra sair correndo. Respira fundo, puxa os teus documentos e não diz nada sobre a menina. Fica com Clarice Lispector dentro do teu coração como ele é : sofrido, perdido, covarde.
*Roberto Menezes é jornalista
domingo, 6 de novembro de 2011
FESTIVAL HOMENAGEIA ROBERTO MENEZES
sábado, 5 de novembro de 2011
UMA NOITE PARA SER LEMBRADA, SEMPRE.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
LUIS DE CAMÕES NA ACADEMIA CABENSE DE LETRAS
A vida e a obra do poeta português Luis de Camões são o tema do Sexta de Letras, esta semana no Teatro Barreto Júnior, no Cabo de Santo Agostinho. O evento é uma realização da Academia Cabense de Letras e acontece nesta sexta, dia 04 de novembro, a partir das 19 horas, ficando a cargo do acadêmico João Sávio Saraiva a palestra e a condução do debate sobre Camões.segunda-feira, 31 de outubro de 2011
RISCOS
Antonino Oliveira JúniorSe eu falo
Corro o risco de
Se eu calo
Corro o risco de
Se eu paro
Corro o risco de
Se eu corro
Corro o risco de
Se eu mato
Corro o risco de
Se eu morro
Corro o risco de
Se eu vivo
Corro o risco de
Se escrevo
Corro o risco de
Se eu risco
Risco eu corro de...
*Antonino Oliveira Júnior é da Academia Cabense de Letras
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
A MAÇONARIA DO ESPIRITO E O ESPIRITO DA MAÇONARIA

Frederico Menezes*
Envolve a mente a elevação filosófica da maçonaria, estruturada na busca da verdade e no acender das luzes da sabedoria na alma humana. Essa filosofia, que remonta às areias das civilizações mortas devidamente inserida em toda a forma de pensar e viver do maçon, proporciona a mais extraordinária revolução que a humanidade necessita e que Jesus de Nazaré preconizou para o mundo: a implantação do Reino da Luz, a partir do universo de cada um no planeta em que habitamos.
Para que esse momento de transformação alcance nossa realidade íntima, imprescindível, no entanto, que a maçonaria do espírito penetre em cada espaço de nossa alma. Essa maçonaria do espírito é aquela que guia, estabiliza, estrutura a maçonaria dos rituais e dos milenares simbolismos. O polimento do ser, o seu aformoseamento de caráter, receberá impulso de alta magnitude, quando nossos sentimentos, nosso coração, absorverem a maçonaria do espírito, que nos revela, de maneira cristalina, todo o espírito da maçonaria.
De Zoroastro à Hermes Trimegisto, de Lau Tsé à Rama, de Sócrates à Jesus, todos, à sua maneira, representam a ascendência da dimensão invisível sobre qualquer manifestação da forma. E falaram sobre um poderoso e misterioso Reino a dormir a dormir dentro da criatura. Na verdade, mergulhar neste Reino de Luz, é fazer nascer o homem de bem, o diamante resplandecente em meio ao carvão bruto. Do gênio celta na Ga´lia lendária às doutrinas espiritualistas da atualidade ou do profundo magnetismo das grandes pirâmides no culto à Amon Rá, o deus sol, até a teosofia contemporânea, temos inesgotáveis fontes de conhecimento, convidando à renovação de valores, à mudança de visão, à correção de atitudes.
Transformar o ser humano, forjando sua moralização – eis a maçonaria do espírito. Fazer a humanidade feliz, mais justa e perfeita – eis o espírito da maçonaria.
Não se alcança a força motriz da moralização ( a maçonaria do espírito ) sem a busca do exemplo, alimentada pela vontade férrea. E sem que isto alimente o maçon, como entenderemos e cumpriremos, no mundo, o espirito da maçonaria, que são os elevados objetivos que se deseja para a sociedade ?
Nós, maçons, somos tão bafejados por imensa riqueza de conhecimento, que não nos é lícito ficar isolado em nossa loja enquanto a humanidade clama por mãos firmes e operosas que a soerga do lodaçal dos vícios. Podemos, sob o estímulo do espírito da maçonaria, sermos peças pró ativas, criativas, realizadoras, dinâmicas, num mundo em convulsão. Enquanto muitos falam em morte podemos ser uma injeção de vida em suas veias obstruídas; enquanto prolifera a escuridão, sermos claridade; enquanto grassa as enfermidades da alma, apresentarmos o ser humano, porque moralizado...
Eis o espírito da maçonaria inspirado pela maçonaria do espírito.
*Frederico Menezes é da Academia Cabense de Letras
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
CADA UM
Roberto Menezesquinta-feira, 20 de outubro de 2011
TIBÉRIO AZUL LANÇA "BANDARRA"

quarta-feira, 19 de outubro de 2011
QUE TIME É ESSE?
Douglas Menezes* Que time é esse, que mesmo no porão do futebol brasileiro, mantém a maior média de público das quatro divisões do país, suplantando todos os clubes ricos e de torcida do Brasil? Que time é esse, que dois dias depois de uma declaração de um desastrado presidente, afirmando que o clube iria se acabar, o estádio lotado grita numa só voz: acaba não, santa, acaba não, santa!? Que time é esse que faz um inglês de passagem pelo Recife se apaixonar de tal maneira pelo clube, a ponto de deixar o rime milionário de sua terra e afirmar: o santa me leva do amor ao ódio, numa paixão sem medida? Que time é esse que quando se espera sua vitória, ele perde: e quando se dá o contrário ele vence? Que time é esse, que leva um pobre vendedor de raspa-raspa a fincar uma bandeira em sua carroça, num pequeno som repetir os gols memoráveis e gritar insistentemente: ele está vivo, ele está vivo? Que time é esse, que faz uma jovem chorar convulsivamente, depois de mais um rebaixamento, num comovente desespero de amor não correspondido: eu te odeio, eu te odeio, eu te odeio!? Que time é esse, que após a saída do fundo do poço do futebol é ovacionado em todo o país, com as emissoras fazendo elogios emocionantes e parte da imprensa mundial espantada com a paixão da torcida? Que time é esse, cujo torcedor infantil chega a declarar: se você acabar eu morro, pra vê-lo jogar no céu? Que time é esse, que, falido, foi adotado pela torcida e se mantém sem nenhuma benesse de grandes patrocinadores, ou instituições como o clube dos treze? Que time é esse que leva multidões até para a Copa Pernambuco? Que time é esse que me faz já um homem maduro sofrer num estádio como um pobre diabo, ligar e desligar constantemente um rádio, como se isso resultasse numa vitória? Que time é esse, que me faz um avô quase sessentão virar criança, sorrir e chorar feito menino?
DOUGLAS MENEZES/ OUTUBRO DE 2011
*Douglas Menezes é da Academia Cabense de Letras
terça-feira, 18 de outubro de 2011
POETA MAURO MOTA - Cem anos
Quatro poemas de Mauro Mota:Humildade
Que a voz do poeta nunca se levante
para ter ressonâncias nas alturas.
Que o canto, das contidas amarguras,
somente seja a gota transbordante.
Que ele, através das solidões escuras
do ser, deslize no preciso instante.
Saia da avena do pastor errante,
sem aplausos buscar de outras criaturas.
Que o canto simples, natural, rebente,
água da fonte límpida, do fundo
da alma, de amor e de humildade cheio.
Que o canto glorificará somente
a origem, quando mais ninguém no mundo
saiba ele de quem foi ou de onde veio.
A Chuva Cai Sobre o Recife
A chuva cai sobre o Recife devagar,
banha o Recife, apaga a lua, lava a noite, molha o rio,
e a madrugada neste bar.
A chuva cai sobre o Recife devagar.
A chuva cai sobre o telhado das casinhas de subúrbio,
canta berceuses a doce chuva. É a voz das mães
que estão no canto de onde a chuva agora veio.
A chuva cai, desce das torres das igrejas do Recife,
corre nas ruas, e nestas ruas, ainda há pouco tão vazias,
agora passam, de capote, transeuntes
do tempo longe, esses fantasmas de mãos frias.
Elegia Nº1
Vejo-te morta. As brancas mãos pendentes.
Delas agora, sem querer, libertas
a alma dos gestos e, dos lábios quentes
ainda, as frases pensadas só em certas
tardes perdidas. Sob as entreabertas
pálpebras, sinto, em teu olhar presentes,
mundos de imagens que, às regiões desertas
da morte, levarás, que a morte sentes
fria diante de todos os apelos.
Vejo-te morta. Viva, a cabeleira,
teus cabelos voando! ah! teus cabelos!
Gesto de desespero e despedida,
para ficares de qualquer maneira
pelos fios castanhos presa à vida.
Chuva de vento
De que distância
chega essa chuva
de asas, tangida
pela ventania?
Vem de que tempo?
Noturna agora
a chuva morta
bate na porta.
(As biqueiras da infância, as lavadeiras
correm, tiram as roupas do varal,
relinchos do cavalo na campina,
tangerinas e banhos no quintal,
potes gorgolejando, tanajuras,
os gansos, a lagoa, o milharal.)
De onde vem essa
chuva trazida
na ventania?
Que rosas fez abrir?
Que cabelos molhou?
Estendo-lhe a mão: a chuva fria.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
OCASO
Vendo-te assim,
tão perto quanto distante,
sinto o vermelho do ocaso (do dia e do céu)
tomar-me os olhos;
o ocaso do dia e da alma
que reflete o lilás da aura, da energia que me consome
e enche de vida a ti
que me rouba as forças e que rouba-me de mim mesmo...
*Antonino oliveira Júnior é da Academia Cabense de Letras
O POVO GOSTA DO QUE É BOM
No sábado que passou, a cidade do Cabo de Santo Agostinho recebeu a Orquestra Filarmônica Bachiana, de São Paulo, regida pelo maestro João Carlos Martins. O Concerto foi no Largo da Estação e contou com público numeroso, formado por artistas, professores e, principalmente, gente simples, povão. E muitos jovens.
