sábado, 3 de dezembro de 2011

VIAGEM NOS TEMPOS

Antonino Oliveira Júnior*


Nada de nosso amor é de hoje.
Nas viagens que fiz nos tempos
jamais estive sozinho.
Em todas as paradas lá estavas:
eras Márcia, Marluce, Verônica,
e te amei como Mary, te amei como Maryllin,
como Yoko em meus braços
deliravas de paixão
E como Jonh, como Antonio, Luis,
Johnny, Phill, Crhistophe
curti você em Paris;

Nas viagens que fiz nos tempos
amamos como dois loucos
nos trens malucos da vida...

E nesta Parada de agora
festejo o maior dos amores,
agora como o eu de hoje
nos braços amorosos da amada,
nos braços de você agora, Luiza.


*Antonino Oliveira Júnior é da Academia Cabense de Letras

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O ÚLTIMO SEXTA DE LETRAS DO ANO


Hoje é o último SEXTA DE LETRAS de 2011, projeto da Academia Cabense de Letras, que acontece na Câmara de Vereadores, a partir das 19 horas. Hoje o poeta e acadêmico IVAN MARINHO fará palestra sobre A POESIA MARGINAL DE PERNAMBUCO.

Na mesma noite, a Câmara de Vereadores outorga o título de Cidadão Cabense ao escritor NELINO AZEVEDO, presidente da A cademia Cabense de Letras. O projeto de Título de Cidadania a Nelino Azevedo é de autoria do Vereador Ricardo Carneiro (Ricardinho).

DEBATENDO O TEATRO

Leidson Ferrz debate o Teatro.


O sábado, 3 de dezembro, será o momento de dabeter, com Leidson Ferraz, a quantas anda a produção teatral em Pernambuco. O debate, que acontecerá na V Mostra Capiba de Teatro, no SESC Casa Amarela, em Recife, a partir das 16 horas, e o tema será: E A QUALIDADE DO TEATRO PERNAMBUCANO?

"Pretendo abordar o que podemos entender como qualidade no teatro, investigando, através de exemplos, o cuidado estético de interpretação, de produção e de proposta que vai à cena", resume o jornalista e produtor Leidson Ferraz.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CURTA-CABO PREMIA OS VENCEDORES

"Cartas para uma desconhecida" foi o grande vencedor do Festival.


A noite da quarta-feira, 30/11, foi dedicada à premiação dos vencedores do I Festival de Filmes Curtas-Metragens do cabo de Santo Agostinho, realizado no teatro Barreto Júnior. Foi uma noite leve, divertida e muito agradável. Os atores Belly Nascimento e Luiz Navarro fizeram o papel de Mestres de Cerimônia, enquanto o músico e cantor Marcelo Briany ocupava os pequenos intervalos apresentando músicas de um repertório bem cuidado e criteriosamente escolhido para a ocasião. Até mesmo as falas das autoridades, dos jurados, etc., aconteceram de forma a não cansar o público, ávido por saber os resultados, que foram os seguintes:

* Melhor Roteiro: Yago Carvalho (A menina da estação)

* Melhor Montagem: Alisson ventura (Relações invisíveis)

* Melhor Som: Yuri Fernando (Relações invisíveis)

* Melhor Trilha: Jonatas Douglas - JD (Antes de partir)

* Melhor Fotografia: Emily Almeida (relações invisíveis)

* Direção de Arte: Thierry Fernandes (Rosas com espinhos)

* Melhor Ator: Marcos Bracha (Cartas para uma desconhecida)

* Melhor Atriz: Corine Fagundes (Rosas com espinhos)

* Melhor Direção: Hugo Leonardo (Cartas para uma desconhecida)

* Melhor Filme: Hugo Leonardo (Cartas para uma desconhecida)

* Prêmio especial do Juri: Noiva (pela paisagem mostrada)


O Festival pode ser considerado um sucesso, pelo nível das produções apresentadas, fruto de uma Oficina de cinema realizada em setembro. Dois meses depois, os alunos deram mostra do aprendizado e da capacidade de cada um. Todos merecem aplausos, principalmente quando levamos em conta o fato de serem iniciantes, porém, gostaria de deixar aqui uma observação que faço sobre determinados trabalhos, que destaco e acredito numa evolução mais rápida que outros. O roteiro de Relações invisíveis é de uma segurança técnica quase que indiscutível e, apesar de ser assinado por um estreante, Yuri Fernando, facilitou um maior entendimento da proposta do próprio filme, tal a segurança como foi desenvolvido. Se houvesse uma premiação para ator coadjuvante, com certeza eu torceria pelo nosso ARARIBA, que foi, na verdade, uma espécie de pilar para que o Marcos Bracho deslanchasse na sua interpretação. Arariba foi quase perfeito ao dar vida a uma personagem cujo objetivo era ser a muleta do protagonista, um admirador subserviente. E ele o fez com competência. O prêmio de atriz foi bem entregue, mas, destaco, também a interpretação da menina que fez o espírito da jovem que morreu na estação e continuava sem encontrar seus caminhos após a morte. Muito boa a sua interpretação. Os prêmios de Direção e Melhor Filmes são indiscutíveis, uma vez que Hugo Leonardo, com o seu CARTAS A UMA DESCONHECIDA, chegou ao Festival mostrando um trabalho que primou pela criatividade, pela segurança do trabalho de atores e uma direção que mesclou antigas tomadas do "cinema novo" com as técnicas modernas da era digital. Parabéns pelos merecidos prêmios. Mas, encerro destacando um outro filme, muito interessante: RELAÇÕES INVISÍVEIS, que nos mostrou o jovem talento de Yuri Fernando na confecção do roteiro, a fotografia de Emily Almeida, os trabalhos de atotr de Ghita Galvão e Matheus Machado, além da direção de Alisson Ventura, que, se não chegou a ser uma perfeição, chegou a mostrar segurança e um pouco de técnica que deve ter visto na Oficina em que participou.

No entanto, parabenizo a todos os que se dedicaram à produção dos filmes, desejando que continuem a buscar os caminhos que possam levá-los a uma carreira no disputado e difícil universo do cinema. Aos realizadores do Festival os nossos parabéns pela garra demonstrada diante dos obstáculos, superando-os e levando o evento ao sucesso que foi.

Antonino Oliveira Júnior.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

FALTOU ESPAÇO PARA O PÚBLICO NO CURTA-CABO

ROSAS COM ESPINHO, de Thierry Fernandes
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A segunda noite do Festival de filmes em curtas-metragens do Cabo de Santo Agostinho, Curta-Cabo, mostrou duas coisas muito importantes: a primeira é que o sucesso do Festival é inquestionável, e a outra é que a cidade precisa urgentemente de um espaço digno para sua produção cênica.
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Passava um pouco das 19 horas, quando teve início a segunda noite do Festival, com o teatro Barreto Júnior superlotado e cerca de 120 pessoas na calçada, sem poder entrar. A solução encontrada pela coordenação foi promover uma outra sessão de exibição a partir das 21 horas, quase que lotando os 150 lugares do Teatro.
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Seguindo a programação, a noite iniciou com a exibição de tres filmes convidados: OSSOS DO OFÍCIO, de Yuri Serbedzija, RETRATOS, de Rafael Negrão e Leo Tabosa, e A MENINA E O GIGANTE, de Ademir di Paula, com destaque especial para RETRATOS, pela abordagem do tema (Os travestis que não se prostituem) de forma séria e profunda. OSSOS DO OFÍCIO surpreendeu pela maneira direta e sem floreios com que falou sobre a miséria extrema e as reações humanas diante desse fato, enquanto A MENINA E O GIGANTE divertiu por se tratar de uma ficção de aventuras, bem ao gosto dos adolescentes.
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Na Motra competitiva, tivemos NOIVA, de Cesar Rasc, ANTES DE PARTIR, de Jonatas Douglas, CARTAS PARA UMA DESCONHECIDA, de Hugo Leonardo, e A MENINA DA ESTAÇÃO, de Dennys D'Lima. As produções mantiveram o bom nível da noite anterior, com destaque para CARTAS PARA UMA DESCONHECIDA, de Hugo Leonardo, muito aplaudido pela público.
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Nesta quarta-feira haverá a premiação aos vencedores da Mostra competitiva. É esperado um grande público nesta noite. A cidade merece um Teatro maior, para maior conforto do público dos artistas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

JOSÉ LINS DO REGO

A partir de segunda-feira, 5 de dezembro, aqui, no Blog, uma obra literária de Douglas Menezes: JOSÉ LINS DO REGO - A doce amargura do final de um ciclo - Banguê: a estética do ocaso.

Você vai poder acompanhar a publicação do texto de Douglas Menezes dividido em quatro partes, nos dias 5, 6, 7 e 8 de dezembro. Uma oportunidade para você conhecer melhor a obra de uma dos maiores nomes da literatura brasileira, interpretada com profundidade pelo professor e membro da Academia Cabense de Letras, Douglas Menezes. É um verddeiro presente de final de ano

CURTA-CABO COMEÇOU DE FORMA BRILHANTE

A Menina da Estação, direção de Dennys D'Lima


A noite de abertura do I Festival de Curtas-Metragens do Cabo (Curta-Cabo) foi um sucesso absoluto. Teatro lotado e uma produção de filmes que surpreendeu pela qualidade. A mostra competitiva mostrou que a Oficina de Cinema realizada em setembro, deu frutos e dos bons. Os filmes produzidos pelos alunos surpreenderam.

Na Mostra paralela, com filmes convidados, duas excelentes produções agradaram ao público: GIGANTES, de Raoni Moreno, e O TERCEIRO OLHO DA MONALISA, de Ademir de Paula.

Raoni Moreno, diretor de GIGANTES, é filho do jornalista Roberto Menezes, homenageado pelo Festival, que, por motivo de saúde, se fez representar pela filha, Lilith Reis Menezes. Roberto Menezes enviou mensagem agradecendo a homenagem e parabenizando a cidade pela iniciativa.

O Curta-Cabo prossegue hoje, com início às 19 horas, no teatro Barreto Júnior, com a competição e a Mostra de filmes convidados. Um dos filmes convidados é RETRATOS, dirigido pelo jornalista Rafael Negrão.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

É HOJE O DIA !!!

Homem Morto, de Luiz Cesar, compete no Curta-Cabo



Começa hoje, 28 de novembro, o I FESTIVAL DE FILMES DE CURTAS-METRAGENS DO CABO DE SANTO AGOSTINHO (CURTA-CABO). O evento é grátis e tem início às 19 horas, no Teatro Barreto Júnior, Cabo de Santo Agostinho.

Sete filmes concorrem a prêmios: CARTAS PARA UMA DESCONHECIDA, de Hugo Leonardo, ROSAS COM ESPINHOS, de Thierry Fernandes, RELAÇÕES INVISÍVEIS, de Alisson, A MENINA DA ESTAÇÃO, de Denis, HOMEM MORTO, de Luiz Cesar, A NOIVA, de Heyder e ANTES DE PARTIR, de Jonatas Douglas. Todos os concorrentes são jovens alunos da Oficina de Cinema realizada em início de Setembro, no Cabo de Santo Agostinho, e realizam o primeiro trabalho totalmente produzido por eles.

Paralelamente acontecerá uma Mostra de filmes convidados, a exemplo de RETRATOS, de Rafael Negrão, e GIGANTES, de Raoni Moreno.

O I Festival de Curta do Cabo homenageia o jornalista cabense Roberto Menezes, que na década de 60 produziu e dirigiu os primeiros filmes realizados no Cabo, como: O PROGRESSO, em 1963, e A CHEGADA DE LAMPIÃO NO INFERNO, em 1969, com trilha sonora assinada por Alceu Valença, exclusivamente para o Curta.

O Festival é uma realização da Secretaria Executiva de Cultura, numa iniciativa da Gerência de Cultura, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

I CURTA-CABO COMEÇA NA SEGUNDA

"Antes de partir", de Jonatas Douglas, compete no Festival de Curtas.

Segunda-Feira, 28 de novembro, às 19 horas, o Cabo de Santo Agostinho será a capital pernambucana de filmes em Curta-metragem, com a abertura do CURTA-CABO, no Teatro Barreto Júnior.

"O I festival de Curtas do Cabo de Santo Agostinho é o resultado da Oficina de cinema que a Secretaria de Cultura promoveu aqui, em setembro passado. Apostamos no projeto, que germinou e já dá frutos para a cidade", afirma Antonio Moraes, Gerente de Cultura e idealizador do Festival.

Serão sete filmes, produzidos por alunos da Oficina, que concorrerão na Mostra competitiva, enquanto filmes convidados participarão da Mostra Paralela que acontecerá no CURTA-CABO, a exemplo de "GIGANTES", de Raoni Moreno.

O I FESTIVAL DE CURTAS-METRAGENS DO CABO é uma homenagem ao Jornalista Cabense Roberto Menezes, que já na década de 60, produziu filmes em curta-metragem, na cidade do Cabo.

EU QUERO MAIS

Foto: Wellington Dantas


O Bloco Carnavalesco Lírico EU QUERO MAIS, que completa 20 anos no carnaval de 2012, será homenageado nesta sábado, em Recife (Praça do Arsenal), na quarta e última edição, este mês, do Projeto Alegres Bandos - Encontro de Blocos, com a participação do Coral Edgard Moraes e a Orquestra do maestro Beto do Bandolim. O evento acontece das 16 às 19 horas, e é grátis.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ELES NÃO VOAM

Antonino Oliveira Júnior


Vem,

Dá-me a tua mão;

Por mais que a falta de luz

Cubra-lhes a mente e o coração,

Tornando-os algozes do nosso amor,

Haveremos de voar

Cada vez mais alto,

Cada vez mais distante da fúria,

Do desamor que os cega;

Não tema,

Tudo o que eles possam atirar

Não nos atingirá,

Protegidos que somos

Pela redoma de sentimentos puros e nobres;

O nosso vôo está apenas começando,

Sequer abrimos nossas asas,

Mas voamos como colibris apaixonados

Vencendo os olhares, o preconceito,

As palavras e os gestos que nos perseguem;

Vem,

Toma a minha mão...

“Não tema nossa sorte nessa guerra...

Eles são muitos, mas não podem voar...”

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CURTA-CABO COMEÇA SEGUNDA-FEIRA

"Cartas para uma desconhecida", de Hugo Leonardo (Foto: Divulgação)

Segunda-Feira, dia 28, é a abertura do I Festival de Curtas-metragens do Cabo de Santo Agostinho, que é composto por um grupo competitivo e uma Mostra de filmes convidados. O Festival Curta-Cabo será de 28 a 30 de novembro, sempre às 19 horas, no Teatro Barreto Júnior, promoção da Secretaria Municipal de Cultura, numa iniciativa da Gerência de Cultura, que coordena o evento, contando com a co-participação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e apoio da Fundarpe e Publikimagem.

A parte competitiva do Festival terá os seguintes filmes concorrendo:
Rosas com Espinhos, de Thierry Fernandes
Relações Invisíveis, de Alison Ventura
Cartas para uma desconhecida, de Hugo Leonardo
Noiva, de Cesar Rasec
Homem morto, de Heyder Sanfer
A menina da Estação, de Dennys D'Lima
Antes de partir, de Jonatas Douglas.

A entrada é grátis, através de convites que serão distribuídos pela Secretaria de Cultura.
O Festival homenageia o Jornalista e cineasta cabense Roberto Menezes.

ENCONTRO ZÉ DA BANHA


Acontece no próximo domingo, o ENCONTRO ZÉ DA BANHA DE BACAMARTEIROS, no Cabo de Santo Agostinho, com uma intensa programação, que começa às 8 horas, com uma missa na Igreja do Livramento, seguida de cortejo até o Mercadão, onde haverá evoluções pelo grupo e apresentações com tiros de bacamarte, culminando com apresentação do poeta e cantor Maciel Melo, com participação da cantora Sevi Nascimento.

sábado, 19 de novembro de 2011

VOZ DA LIBERDADE

*Antonino Oliveira Júnior
(em homenagem ao Dia da Consciência Negra)

Vai,
voz negra,
sobe bem alto no espaço,
rompe também outros laços
pelas terras onde passares,
lembrando que escravo é rei
no quilombo dos Palmares.

*Antonino Oliveira Júnior é da Academia Cabense de Letras.

AO POETA EM SOFRIMENTO

Ronaldo Menezes

Revejo-te, acabrunhado, preso ao leito

Na superlativa ânsia do sofrer,

O amargor do não poder viver,

Considerando o sonho já desfeito.


Afirmo-te, poeta, a dor nos aprimora,

Qual o aço, fortalecendo ao fogo;

Compõe teu verso a sorrir de novo,

Esquece a lágrima que insiste e aflora.


Aprende com o sofrer toda a beleza,

Exalta o bem, o amor, a natureza,

A paz que vislumbras, a liberdade


Rompendo, da matéria, os grilhões,

Perceberás que os nossos corações

Continuam a bater na eternidade...


(ao irmão, amigo e poeta Paulo Alexandre (Cultura), autor de “Ainda batem nossos corações)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"GIGANTES" CONFIRMADO NO CURTA-CABO

Raoni Moreno, cineasta, diretor de "Gigantes"

O Curta metragem "GIGANTES", do cineasta Raoni Moreno, está confirmado na programação do CURTA-CABO, o Festival de Curta-Metragem do Cabo de Santo Agostinho. Raoni Moreno foi convidado e participa da Mostra paralela que acontece no evento, uma vez que o Festival é competitivo apenas entre jovens cineastas do Cabo de Santo Agostinho.

A parte competitiva do Festival vai acontecer com os participantes de uma Oficina de Cinema acontecida no Cabo de Santo Agostinho. O Curta-Cabo será de 28 a 30 de novembro, no Teatro Barreto Júnior, no Cabo de Santo Agostinho, homenageando o jornalista e cineasta cabense Roberto Menezes.

O evento é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

FESTIVAL DE TEATRO DE RUA

foto: Luiz Filho

Começa nesta quinta-feira, 10 de novembro, o 9º FESTIVAL DE TEATRO DE RUA DO RECIFE, simultâneo ao 32º ESCAMBO POPULAR LIVRE DE RUA, com a participação de artista de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Espírito Santo e São Paulo, além de um representante da Argentina, em espetáculos, intervenções urbanas, performances de música, poesia e exibição de vídeos. Haverá, também, discussões sobre Políticas Públicas para a Arte e a Cultura.

Toda a Programação gratuita terá como foco principal o bairro do Alto José do Pinho, com irradiações para Guabiraba, Beberibe e Morro da Conceição, em Recife, além de Jatobá e Ilha do Maruim, em Olinda. A abertura será às 20 horas, no Espaço Cultural Poesis, no Alto José do Pinho.

Informações: www.movimentodeteatropopulardepernambuco.blogspot.com

ONDE NASCI, VIVI E VIVO

Jairo Lima


Onde nasci, vivi e vivo,
já não vivo mais,
mas vou vivendo mesmo assim.
Mesmo assim sem vida e mar,
sem ar, arte e artérias,
sem fôlego e reação.
Onde nasci, vivi e vivo,
só vem vivendo quem não quer viver,
que morre suando,
se escravizando, se desfiando.
E quando todos estiverem ricos,
talvez morram pobres e insatisfeitos,
mas eu aqui do meu jeito,
onde nasci, vivi e vivo,
tentarei ser o mesmo sujeito,
que vive sem precisar ser igualzinho`
Às vitimas dos que matam
jurando doar felicidade.

*Jairo Lima é da Academia Cabense de Letras.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O HOMEM, O URUBU E A MENINA

Roberto Menezes*


”Larga lá e pega aqui. Pra chorar e pra sorrir!” É assim que os camelôs desta sub-capital e os sub –empregados do comércio anunciam a liquidação nas lojas. Os gritos da liquidação geral talvez anunciem as vendas pro natal ou até mesmo pro carnaval. Puta que pariu, o ano passou depressa, já é quase natal. Sol sobre a lama : maré baixa, o rio expondo a podridão. Aqui as garças são urubus famintos. Agora junta o mau cheiro desse rio com a caretice desse povo: a cidade é insuportável. E tu bate de frente com um urubu.Ou melhor, o urubu bateu de frente contigo. Na verdade, tu esbarrou com o mendigo que lutava com o urubu. A ave e o homem disputavam o bife que veio junto nas sobras de um restaurante do centro da cidade. O mendigo, socialmente liquidado, encontra a sua liquidação: um bife de graça. E urubu nenhum ia tomar a sua oferta do dia. O mendigo provou que é esperto : disputou a carne no lixo com o urubu, igual as donas de casa quando avançam sobre produtos em liquidação.Esse mendigo podia dar palestras para mulheres que gostam de disputar liquidação de lojas e supermercados. Mas falta a este povo feeling e espírito empreendedor para se meter em consultoria. E agora? A festa acabou, o sonho acabou, a revolução virou palavrão, e você está só , sentado nesse banco de praça com o olhar fixo no velho sobrado, hoje uma movelaria quase falida. Cuidado, cara. A polícia na praça já está te olhando. Daqui a pouco, te mandam ficar em pé, fazem a revista, pedem documentos com a arrogância do soldado amarelo de “Vidas Secas”, aquele romance de Graciliano Ramos. ”Quem é você, aparecido ?Está esperando a droga?” Tu sabe que pode dar nisso . Tu sabe que idoso agora é suspeito de ser “mula”de traficante. E não fala que estás ali pensando na menina que morava no sobrado, aquela Clarice que nasceu na Rússia e adorava o carnaval do Recife. Pra ela, nos seus dez anos de idade, uma felicidade clandestina que repartia em longas conversas com as vendedoras de tapioca e os vendedores de mel de engenho. Menina estranha, hein,cara? Preferia comer maçã no escuro porque ficar no escuro era ficar perto do coração selvagem que já sentia pulsar dentro dela. E esse coração, sabia ela, trazia nele um misterioso aprendizado dos prazeres da vida. Mas não conta a ninguém que você espera ver a menina neste quase fim de tarde:uma aparição,uma epifania. Muito menos fala sobre o aprendizado dos prazeres .Policial é bronco e bronca:: nesse vacilo tu sai preso como pedófilo. Tu vira manchete de jornal e noticiário de TV. Tu não vai ser perdoado por nenhuma classe social. Olha, cara, dois policiais estão vindo na tua direção. Talvez seja muito tarde pra sair correndo. Respira fundo, puxa os teus documentos e não diz nada sobre a menina. Fica com Clarice Lispector dentro do teu coração como ele é : sofrido, perdido, covarde.


*Roberto Menezes é jornalista

domingo, 6 de novembro de 2011

FESTIVAL HOMENAGEIA ROBERTO MENEZES

Filmagem de "A Chegada de Lampião no Inferno" (1969), dirigido por Roberto Menezes (3º da esquerda para a direita).


O I FESTIVAL DE CURTA METRAGEM (CURTA CABO) do Cabo de Santo Agostinho, promovido pela Secretaria de Cultura do município, acontece de 28 a 30 de novembro, homenageando o jornalista e cineasta Roberto Menezes.

O Festival, iniciativa da Gerência de Cultura, com apoio da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, é um Projeto interessante e inovador, uma vez que será competitivo apenas para jovens cabenses que iniciam sua trajetória na Sétima Arte. Paralelamente haverá uma Mostra aberta para filmes curta metragens.

A abertura do Festival será no dia 28 de novembro, no Teatro Barreto Júnior, Cabo de Santo Agostinho, quando será prestada a homenagem a Roberto Menezes. Em breve vamos divulgar toda a programação do Festival.


sábado, 5 de novembro de 2011

UMA NOITE PARA SER LEMBRADA, SEMPRE.

O Projeto Sexta de Letras, da Academia Cabense de Letras, teve prosseguimento neste 4 de novembro, com a palestra do acadêmico João Sávio Sampaio Saraiva, sobre a vida e a obra do poeta português Luis Vaz de Camões. O evento aconteceu no Teatro Barreto Júnior, para uma platéia com cerca de 120 pessoas, incluindo-se, aí, o escritor Cyl Gallindo, da Academia Pernambucana de Letras, além do Presidente da Câmara de Vereadores do Cabo, vereador Gessé Valério.

Foram cerca de 90 minutos do mais absoluto silêncio, quebrado apenas pelos aplausos dos presentes, enquanto o palestrante brindava a todos com uma palestra leve e ao alcance de todos, apesar do tema complexo. A verdade é que João Sávio levou a platéia a embarcar na caravela da imaginação e viajar através dos tempos, dando a sensação de que estávamos todos ao lado de Camões nas suas idas e vindas. Ficamos íntimos de Camões, tal o envolvimento da palestra proferida por João Sávio, que demonstrou, acima de tudo, conhecimento e domínio pleno sobre o tema.

Durante a palestra, além das declamações de João Sávio (Camões, Paulo Cultura e J.G. de Araújo Jorge), aconteceram as participações dos acadêmicos Natanael Lima Júnior e Antonino Oliveira Júnior recitando Camões. E um destaque especial para a participação da jovem Henkel Saraiva, filha do palestrante, que por duas vezes encantou a todos com a declamação de poesias de Camões.

Aberto debate, no final, algumas considerações foram feitas, inclusive pelo escritor Cyl Gallindo, da Academia Pernambucana de Letras, que elogiou a Academia Cabense de Letras pelo trabalho que realiza, parabenizou a cidade por ter uma Academia de Letras atuante e, por fim, foi só elogios ao palestrante e seu conhecimento sobre Camões. Cyl Gallindo revelou a intenção de levar João Sávio para proferir aquela palestra no Gabinete Português de Leitura, o que demonstra a importância do trabalho apresentado.



terça-feira, 1 de novembro de 2011

LUIS DE CAMÕES NA ACADEMIA CABENSE DE LETRAS

A vida e a obra do poeta português Luis de Camões são o tema do Sexta de Letras, esta semana no Teatro Barreto Júnior, no Cabo de Santo Agostinho. O evento é uma realização da Academia Cabense de Letras e acontece nesta sexta, dia 04 de novembro, a partir das 19 horas, ficando a cargo do acadêmico João Sávio Saraiva a palestra e a condução do debate sobre Camões.

O palestrante, acadêmico João Sávio Saraiva, é médico e um profundo estudioso sobre a obra e a vida do poeta português Luis de Camões, e promete muito dinamismo por ocasião do evento, mesclando a sua palestra com um recital de parte da obra de Camões, com a participação de outros acadêmicos.

A penúltima versão do Sexta de Letras será neste dia 04 de novembro, `s 19 horas, no Teatro Barreto Júnior, Cabo de Santo Agostinho, com entrada grátis.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

RISCOS

Antonino Oliveira Júnior

Se eu falo

Corro o risco de

Se eu calo

Corro o risco de

Se eu paro

Corro o risco de

Se eu corro

Corro o risco de

Se eu mato

Corro o risco de

Se eu morro

Corro o risco de

Se eu vivo

Corro o risco de

Se escrevo

Corro o risco de

Se eu risco

Risco eu corro de...


*Antonino Oliveira Júnior é da Academia Cabense de Letras

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A MAÇONARIA DO ESPIRITO E O ESPIRITO DA MAÇONARIA

Frederico Menezes*

Envolve a mente a elevação filosófica da maçonaria, estruturada na busca da verdade e no acender das luzes da sabedoria na alma humana. Essa filosofia, que remonta às areias das civilizações mortas devidamente inserida em toda a forma de pensar e viver do maçon, proporciona a mais extraordinária revolução que a humanidade necessita e que Jesus de Nazaré preconizou para o mundo: a implantação do Reino da Luz, a partir do universo de cada um no planeta em que habitamos.

Para que esse momento de transformação alcance nossa realidade íntima, imprescindível, no entanto, que a maçonaria do espírito penetre em cada espaço de nossa alma. Essa maçonaria do espírito é aquela que guia, estabiliza, estrutura a maçonaria dos rituais e dos milenares simbolismos. O polimento do ser, o seu aformoseamento de caráter, receberá impulso de alta magnitude, quando nossos sentimentos, nosso coração, absorverem a maçonaria do espírito, que nos revela, de maneira cristalina, todo o espírito da maçonaria.

De Zoroastro à Hermes Trimegisto, de Lau Tsé à Rama, de Sócrates à Jesus, todos, à sua maneira, representam a ascendência da dimensão invisível sobre qualquer manifestação da forma. E falaram sobre um poderoso e misterioso Reino a dormir a dormir dentro da criatura. Na verdade, mergulhar neste Reino de Luz, é fazer nascer o homem de bem, o diamante resplandecente em meio ao carvão bruto. Do gênio celta na Ga´lia lendária às doutrinas espiritualistas da atualidade ou do profundo magnetismo das grandes pirâmides no culto à Amon Rá, o deus sol, até a teosofia contemporânea, temos inesgotáveis fontes de conhecimento, convidando à renovação de valores, à mudança de visão, à correção de atitudes.

Transformar o ser humano, forjando sua moralização – eis a maçonaria do espírito. Fazer a humanidade feliz, mais justa e perfeita – eis o espírito da maçonaria.

Não se alcança a força motriz da moralização ( a maçonaria do espírito ) sem a busca do exemplo, alimentada pela vontade férrea. E sem que isto alimente o maçon, como entenderemos e cumpriremos, no mundo, o espirito da maçonaria, que são os elevados objetivos que se deseja para a sociedade ?

Nós, maçons, somos tão bafejados por imensa riqueza de conhecimento, que não nos é lícito ficar isolado em nossa loja enquanto a humanidade clama por mãos firmes e operosas que a soerga do lodaçal dos vícios. Podemos, sob o estímulo do espírito da maçonaria, sermos peças pró ativas, criativas, realizadoras, dinâmicas, num mundo em convulsão. Enquanto muitos falam em morte podemos ser uma injeção de vida em suas veias obstruídas; enquanto prolifera a escuridão, sermos claridade; enquanto grassa as enfermidades da alma, apresentarmos o ser humano, porque moralizado...

Eis o espírito da maçonaria inspirado pela maçonaria do espírito.


*Frederico Menezes é da Academia Cabense de Letras

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CADA UM

Roberto Menezes

Cada um
na boca um sim
Cada um
lá dentro um não
Cada um
com seu ego
cada um
um nó cego
cada um
com seu rancor
Cada um
com sua dor
cada um
sempre a sorrir
cada um
com seu mentir
cada um
com seu cinema
cada um
com seu poema
cada um
com seu dilema
cada um
buscando abrigo
no corpo do inimigo
cada um de nós
o que vamos fazer

com tantos nós
para desfazer?


*Roberto Menezes é jornalista

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

TIBÉRIO AZUL LANÇA "BANDARRA"

Os amantes da boa música recebem hoje, 20 de outubro, o primeiro trabalho solo do cantor TIBÉRIO AZUL, integrante da Banda "Seu Chico". Trata-se do CD "BANDARRA" e o evento de lançamento acontece no Espaço Muda, na rua Capitão Lima, 280, Santo Amaro - Recife, a partir das 20 horas. A entrada é grátis e, além da aquisição do CD, existe a oportunidade de estar próximo e conversar com Tibério acerca do trabalho e da trajetória desse novo talento da música pernambucana.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

QUE TIME É ESSE?

Douglas Menezes*

Que time é esse, que mesmo no porão do futebol brasileiro, mantém a maior média de público das quatro divisões do país, suplantando todos os clubes ricos e de torcida do Brasil? Que time é esse, que dois dias depois de uma declaração de um desastrado presidente, afirmando que o clube iria se acabar, o estádio lotado grita numa só voz: acaba não, santa, acaba não, santa!? Que time é esse que faz um inglês de passagem pelo Recife se apaixonar de tal maneira pelo clube, a ponto de deixar o rime milionário de sua terra e afirmar: o santa me leva do amor ao ódio, numa paixão sem medida? Que time é esse que quando se espera sua vitória, ele perde: e quando se dá o contrário ele vence? Que time é esse, que leva um pobre vendedor de raspa-raspa a fincar uma bandeira em sua carroça, num pequeno som repetir os gols memoráveis e gritar insistentemente: ele está vivo, ele está vivo? Que time é esse, que faz uma jovem chorar convulsivamente, depois de mais um rebaixamento, num comovente desespero de amor não correspondido: eu te odeio, eu te odeio, eu te odeio!? Que time é esse, que após a saída do fundo do poço do futebol é ovacionado em todo o país, com as emissoras fazendo elogios emocionantes e parte da imprensa mundial espantada com a paixão da torcida? Que time é esse, cujo torcedor infantil chega a declarar: se você acabar eu morro, pra vê-lo jogar no céu? Que time é esse, que, falido, foi adotado pela torcida e se mantém sem nenhuma benesse de grandes patrocinadores, ou instituições como o clube dos treze? Que time é esse que leva multidões até para a Copa Pernambuco? Que time é esse que me faz já um homem maduro sofrer num estádio como um pobre diabo, ligar e desligar constantemente um rádio, como se isso resultasse numa vitória? Que time é esse, que me faz um avô quase sessentão virar criança, sorrir e chorar feito menino?

DOUGLAS MENEZES/ OUTUBRO DE 2011

*Douglas Menezes é da Academia Cabense de Letras

terça-feira, 18 de outubro de 2011

POETA MAURO MOTA - Cem anos

Quatro poemas de Mauro Mota:

Humildade


Que a voz do poeta nunca se levante
para ter ressonâncias nas alturas.
Que o canto, das contidas amarguras,
somente seja a gota transbordante.
Que ele, através das solidões escuras
do ser, deslize no preciso instante.
Saia da avena do pastor errante,
sem aplausos buscar de outras criaturas.

Que o canto simples, natural, rebente,
água da fonte límpida, do fundo
da alma, de amor e de humildade cheio.

Que o canto glorificará somente
a origem, quando mais ninguém no mundo
saiba ele de quem foi ou de onde veio.


A Chuva Cai Sobre o Recife


A chuva cai sobre o Recife devagar,
banha o Recife, apaga a lua, lava a noite, molha o rio,
e a madrugada neste bar.
A chuva cai sobre o Recife devagar.
A chuva cai sobre o telhado das casinhas de subúrbio,
canta berceuses a doce chuva. É a voz das mães
que estão no canto de onde a chuva agora veio.
A chuva cai, desce das torres das igrejas do Recife,
corre nas ruas, e nestas ruas, ainda há pouco tão vazias,
agora passam, de capote, transeuntes
do tempo longe, esses fantasmas de mãos frias.


Elegia Nº1


Vejo-te morta. As brancas mãos pendentes.
Delas agora, sem querer, libertas
a alma dos gestos e, dos lábios quentes
ainda, as frases pensadas só em certas
tardes perdidas. Sob as entreabertas
pálpebras, sinto, em teu olhar presentes,
mundos de imagens que, às regiões desertas
da morte, levarás, que a morte sentes

fria diante de todos os apelos.
Vejo-te morta. Viva, a cabeleira,
teus cabelos voando! ah! teus cabelos!

Gesto de desespero e despedida,
para ficares de qualquer maneira
pelos fios castanhos presa à vida.

Chuva de vento


De que distância
chega essa chuva
de asas, tangida
pela ventania?

Vem de que tempo?
Noturna agora
a chuva morta
bate na porta.

(As biqueiras da infância, as lavadeiras
correm, tiram as roupas do varal,
relinchos do cavalo na campina,
tangerinas e banhos no quintal,
potes gorgolejando, tanajuras,
os gansos, a lagoa, o milharal.)

De onde vem essa
chuva trazida
na ventania?

Que rosas fez abrir?
Que cabelos molhou?

Estendo-lhe a mão: a chuva fria.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

OCASO

Antonino Oliveira Júnior*


Vendo-te assim,

tão perto quanto distante,

sinto o vermelho do ocaso (do dia e do céu)

tomar-me os olhos;

o ocaso do dia e da alma

que reflete o lilás da aura, da energia que me consome

e enche de vida a ti

que me rouba as forças e que rouba-me de mim mesmo...


*Antonino oliveira Júnior é da Academia Cabense de Letras

O POVO GOSTA DO QUE É BOM

No sábado que passou, a cidade do Cabo de Santo Agostinho recebeu a Orquestra Filarmônica Bachiana, de São Paulo, regida pelo maestro João Carlos Martins. O Concerto foi no Largo da Estação e contou com público numeroso, formado por artistas, professores e, principalmente, gente simples, povão. E muitos jovens.

Daquela noite maravilhosa fica uma lição. É falsa a afirmativa de que o povo só gosta da música de má qualidade. A vibração foi total após cada peça apresentada pela orquestra e eu tive a preocupação de observar o rosto das pessoas simples que se deliciavam com a música erudita. Se os órgãos oficiais de cultura investissem mais em projetos dessa natureza, com certeza teríamos uma população com uma cabeça melhor e uma melhor formação cultural.