domingo, 24 de junho de 2012

OLHA PRO CÉU MINHA GENTE, VÊ QUE LUA MAIS LINDA !

Douglas Menezes*


   Eu invento frases de efeito que aprendi com os mestres. Eu douro as palavras de modo artificial porque os bancos e os livros me ensinaram. Digo coisas, às vezes bonitas, legítimas até, mas apropriadas por um conhecimento adquirido. Ele, não: disse o que eu sempre quis dizer e não soube como. Ele, natural; ele, voz do povo; ele  enquadrado naquilo que outro poeta falou: “ se a gente sofre, ele sente”. Aridez da vida transformada em ternura. Na poesia, a terra seca chega a parecer molhada, mesmo expressando a dor maior da sobrevivência.
   Vi de perto um dia, muito tempo faz, jovenzinho ainda. Ele junto, atencioso. Ele respondendo as perguntas, paciência de Jó
Quando soube que não éramos jornalistas, brincou, fingindo severidade: “vocês são uns nojentos” e depois riu aquele riso sertanejo, forma carinhosa de falar que estava só brincando. Depois, a missa, os vaqueiros perfilados, a fé maior,o canto inconfundível ecoando na imensidão do mundo do interior. Contrita aquela gente, ouvindo a voz que ela conhecia tão bem, famosa e, ao mesmo tempo de uma simplicidade comovente. Deus ali, também refletindo por que tanto padecimento, já que aquele povo acreditava tanto Nele. A missa nordestina com charque e rapadura, e a música dele, misturada a toda a paisagem dessa Palestina brasileira.
   Na poética, a sensibilidade nata, as personificações nunca esquecidas, de emoção à flor da pele? “ Quando vivim cantou / Corri pra ver você / Atrás da serra o sol tava pra  se  esconder / Quando você partiu / Eu não esqueço mais / Meu coração amor/ Partiu atrás”. Ou o jogo de palavras do ABC DO SERTÃO, com a defesa da língua sertaneja, do sotaque que faz a diferença e reafirma a personalidade própria. Aliás, décadas vivendo no sul e nunca mudou o modo de falar, criticando aqueles que macaqueavam, que perdiam a identidade, imitando o sulismo, mesmo com pouco tempo naquela região.
   Toda uma vida dedicada a analisar musicalmente a sociologia de um povo. O amor, a natureza, as cidades, as serras, as paisagens diversas, as festas, os personagens, as injustiças sociais, a dignidade do nordestino sempre ultrajada até hoje. Conseguiu, como poucos, unir forma e conteúdo. Sem conhecimento histórico, expressou na obra, na melodia,  a origem Ibérica e do Oriente Médio da música nordestina.
   Telúrico em toda a trajetória. Chão de terra batida, cheiro e mato seco, uma voz de quintal ouvida em todo canto: “ vem ver quanta fogueira / No terreiro embandeirado,/Foguetes e balões/ Sob o céu todo estrelado / Namoro à moda antiga / Com suspiro ao luar /Vem ver coisa bonita / São João no arraiá”.
  Sim, faço frases que a escola ensinou a fazer. Ele ganhou a elite pensante com o pulsar de uma poesia vindo do coração e do músculo sensíveis, no entanto.  Passou por todos os temas possíveis. Gente de peso da arte nossa rende-lhe até hoje homenagens. Cem anos que vão ser centenas, com certeza. Pois arte maior não morre nunca. Discípulos estão aí, bons ou maus, perpetuando seu legado. Os pés-de-bode continuarão animando as festas da cabroeira que tanto ele amava. Agora, também o ano inteiro.
    Pois é, o casal olha no céu deste junho a lua redonda, que insiste em ficar entre as estrelas. Lua gorda, morena escura. Ele olha de cima, risonho, feliz, vendo ainda algumas fogueiras brilhando lá embaixo na terra. Lua feliz olhando, com alegria de menino, ouvindo o som que ele deixou. E mais ainda, a confirmação de que, mesmo com a tirania do tempo, implacável com o destino humano, o seu povo não o esquecerá jamais.

Douglas Menezes, junho 22 de 2012

*Douglas Menezes é da Academia Cabense de Letras.
   

sexta-feira, 8 de junho de 2012

UMA LÉGUA NEM TÃO TIRANA



               
                                                    DOUGLAS MENEZES

  Ele não está mais aqui, mas o sol continua testemunhando a agonia do seu povo. Uma dor sem fim que os homens que podem não acabam nunca. Dá lucro a inclemência natural para os donos de gado e gente. Dá voto e prestígio o sofrimento do sertanejo. Tão seca a Palestina. Tão seco Israel e eles resolveram a escassez de água. Tirana e infinita essa légua sertaneja. O poeta, no entanto suavizou a angústia trágica de séculos: “Ah que estrada mais comprida,/ Ah que légua tão tirana; / Ai se eu tivesse asas inda hoje eu via Ana”. Amor onde poderia apenas haver o ódio. Lua, em outro espaço, deve estar chorando a repetida tragédia de sua gente. Manchete sem graça: “a pior seca dos últimos cinquenta anos”. Grande artista é aquele que ultrapassa, com sua obra, o tempo presente e ingressa no futuro. Nesse aspecto, é triste a atualidade do cancioneiro de Luiz do Exu. Quisera ele, com certeza, que parte de sua música fosse apenas lembrança de um passado que não voltasse mais.
  Não é bem assim, porém. Entretanto, o mestre faz da dor um rasgo de esperança e de confirmação que o místico ajuda a amenizar a agonia de todo um povo: “ Quando o sol tostou as foias/  E bebeu o riachão / Fui inté ao Juazeiro/ Pra fazer a minha oração”. É como se o sofrimento fosse tão-somente um modo de expiar os pecados. Não há um mínimo de revolta contra o divino. O esgotamento traz, na verdade, a grandeza de quem sofre sempre tudo e não perde a condição de humanismo e bondade:” Tou voltando estropiado / Mas alegre o coração/ Padim Ciço ouviu a minha prece/ Fez chover no meu sertão”. Uma légua cuja tirania é desconstruída a favor de uma visão otimista. A concepção de que a vida vale a pena  viver, apesar de tudo de ruim que os próprios homens fazem. Talvez não seja bom esse conformismo conservador, mas não deixa de ser um exercício de que a humanidade tem salvação.
  É por isso que existe poesia. Para que creiamos num mundo possível, mais feliz e solidário. O poeta crê no homem, até mesmo quando o expressa o mais profundo pessimismo. Há, na Légua tirana do Lua uma confirmação de que a estrada da vida é tortuosa e longa, todavia com um vislumbrar de se atingir algum lugar como objetivo: “ Varei mais de vinte serras/ De alpercata e pé no chão/ Mesmo assim, como ainda farta ! / Pra chegar no meu rincão”.
  Gonzaga, então, modifica o sentido da palavra “tirana”. Põe um bálsamo sobre a aridez original do vocábulo. Tirana: opressora, déspota, ruim, desumana, ditadora, violenta. A tirania do rei é leve para o homem. O eu-lírico sofre, cansaço atroz que, no entanto, não atinge as pessoas, necessitadas de algo leve,  criando a ilusão de um sol menos inclemente, de uma existência pouco sofrida. O final arrebata, na singeleza dos versos, essa concepção de cantiga de ninar, alguma coisa que faz dormir e sonhar, como um céu de estrelas, como uma chuva fazendo brotar a fartura: “Trago um terço pra Das Dores / Pra Reimundo um violão / E pra ela e pra ela trago eu e o coração”.

"O PÁSSARO DE PAPEL" SE DESPEDE DIA 10

foto: Pedro Portugal

Acontece neste domingo, dia 10, a última apresentação da Peça  O PÁSSARO DE PAPEL, que discorre sobre um pássaro cor de mel, desenhado por uma garota numa folha de papel, que aprende a voar, mas que acaba rejeitado pelos outros pássaros, por ser diferente.

O texto é baseado em conto da pesquisadora sergipana Aglaé D'Avila Fontes e tem no elenco Sofia Abreu e Regina Medeiros. A realização é dos produtores Pedro Portugal e Paulo de Castro. A encenação é de Moncho Rodriguez.

A apresentação é no Teatro Arraial, na rua da Aurora, 457, Boa Vista, Recife, às 16:30 horas. O preço dos ingressos é R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

terça-feira, 5 de junho de 2012

CINEMAS DO COSTA DOURADA SÃO UMA REALIDADE

Será nesta quinta-feira, dia 7 de junho, a inauguração das quatro Salas de Cinema do Shopping Costa Dourada. As instalações são excelentes e os equipamentos todos top de linha, o que assegura uma projeção de qualidade. Das quatro Salas, duas utilizarão o sistema 3 D, que serão, com certeza, um atrativo a mais para os usuários.

A primeira Sessão será sempre às 12 horas e a última às 21 horas, terminando por volta das 23 horas. Segundo Carla Cardoso, Diretora dos Cinemas, o ônibus grátis estará à disposição após a última sessão, o que tranquiliza aos que não possuem veículo próprio.

Os primeiros filmes programados estão em cartaz nos principais cinemas da capital: Madagascar 3, Homens de Preto 3,  Os Vingadores e Paraísos Artificiais. Nesta terça-feira houve uma sessão especial para a imprensa e na oportunidade a direção do Shopping, Dr. Ayrton Cardoso, Carlos Eduardo e Carla Cardoso, recepcionaram o pessoal da imprensa e serviram de cicerone por todas as dependências dos cinemas, incluindo-se as salas de projeção.

Assistindo à sessão estavam Emerson Santa Rita (Biu) e sua esposa. Biu é funcionário do Shopping Costa Dourada e nunca tinha entrado num cinema antes. No final da exibição do filme, Biu revelou que estava maravilhado e emocionado com o que viu.

A Direção dos cinemas revelou que dentro dos próximos oito ou dez dias o público poderá adquirir seu ingresso pela internet (www.ingressos.com) ou, ainda, num dos terminais de auto-atendimento à disposição na entrada dos cinemas.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

UM VELHO BAR, UM VELHO SISUDO, UMA LIÇÃO DE VIDA.


José Ambrósio

Simplicidade, sinceridade, serenidade, afetividade, tolerância. Foi exercitando diariamente essas cinco qualidades que ele conquistou gerações de adeptos, no seu caso fregueses. Daqueles fregueses que quando viajam ficam marcando o dia da volta para dar uma chegadinha naquele lugar especial, um simples boteco à moda antiga que o pouco dinheiro que rendia não permitia ao proprietário apetrechá-lo com objetos que se costuma ver em bares e que de certa forma cativam muita gente.

Nada disso. Aliás, longe disso. Um velho balcão, mesas e cadeiras somente vistas em velhos barracões de engenhos. Uma pia que estava sempre a exigir mais cuidados, panos de mão que muitos dispensavam. Nada que um rápido esfregar de mãos não resolvesse e logo se estava pronto para a cervejinha gelada ou a caninha esperta para avivar ainda mais a vontade de saborear a buchadinha, o guisadinho.

Comidas cujo preparo os clientes podiam acompanhar através da porta da cozinha sempre aberta, de modo que o aroma invadia o pequeno salão. Quem sabe mais uma esperteza para que ninguém saísse sem provar dos deliciosos pratos elaborados por dona Da, sua dedicada esposa.

Nem mesmo a receptividade discreta e muitas vezes sisuda quebrava o encanto, até para clientes de primeira viagem. E eles sempre surgiam levados por poetas, boêmios, seresteiros (nem sei se se pode distingui-los), operários, estudantes, jornalistas, políticos. Muitos tinham cadeiras e horários certos. Alguns há certo tempo não mais podiam ser encontrados, pois, como se costuma dizer em mesa de bar, partiram para o andar de cima, frase dita sempre com gestos de respeito.

Quem nunca se encontrou com Murilo Lages, Laércio Monteiro, Antonino Júnior, Ronildo Albertin, Jessé Santos, Wilson Nascimento, Douglas Menezes, Elias Gomes, Natanael Júnior, entre tantos outros, nas idas àquele bar na parte velha e alta da cidade? E quem nunca se envolveu nas acaloradas discussões políticas que em algumas ocasiões tiveram a participação de interlocutores como Jarbas Vasconcelos, Cristina Tavares e Marcus Cunha, e que invariavelmente contavam com a participação serena e sábia de um atento observador de quase três quartos de século da cena política do Cabo de Santo Agostinho?

O nome do bar? Nem sei se tem nome, mas todos o conhecem como o Bar de seu Toinho. Seu Toinho partiu para o andar superior esta semana. Certamente foi recebido por muitos que abraçou em seu bar comemorando, confortando, orientando e até puxando orelhas, sempre com o aconchego de quem aprendeu a viver modestamente, mas com sabedoria e muita dignidade.

Cabo de Santo Agostinho, noite de 15 de maio de 2012 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

ERAM TANTOS

Roberto Menezes



Eram tantos
Que já não podia se amontoar.
Eram tantos
Que não afundavam mais no mar.
Eram tantos
Que sob pistas de aeroportos
E alicerces de construção
Não podiam mais ocultar.
Eram tantos
Que passaram a incomodar
E voltaram a queimar
Como nos primeiros fornos
E nos banhos de melaço quente
Onde camponeses e operários de usinas
No golpe cruel e demente
Encontraram a morte de suas vidas severinas.
Eram tantos
E deles se livraram.
Mas esqueceram
que não se queima
Lembrança de ser querido
Afeto de desaparecido
Dor que é brasa que teima
Chama escondida que arde
Até que se faça justiça
Até que se mostre a verdade.

terça-feira, 6 de março de 2012

O PODER TÊNUE DAS ACÁCIAS (Aos Irmãos de Pernambuco)

Antonino Oliveira Júnior

O mundo,

Uma vida,

Muitas vidas;

O mundo,

Único, simétrico,

Justo e perfeito.

A vida,

Pedra lapidada (sempre)

Por mãos firmes e generosas;

O mundo,

Grande Oficina da vida,

A vida do homem,

Esculpida pelo gradim do Arquiteto;

A vida e o mundo

Suspensos em colunas

E, da janela deltóide,

Um olhar vigiante

Derrama luz por sobre os caminhos.

Uma vida,

Muitas vidas,

Fecundadas pelo poder tênue

Da beleza das acácias.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

BALMASQUÉ DA TERCEIRA IDADE

Acontece nesta quinta-feira, no Grêmio da Rhodia, Cabo de Santo Agostinho, mais uma versão do BALMASQUÉ da Terceira Idade. O evento tem início às 17:30 horas e é uma realização da Secretaria Municipal de Programas Sociais.

A prévia da Terceira Idade será animada pela Banda Pinguim e Patusco, além da participação do Bloco Lírico; e na programação haverá o tradicional Concurso de Máscaras e Fantasias. A expectativa é de muita animação, a exemplo de outras promoções que envolvem o pessoal da Terceira Idade do Cabo de Santo Agostinho.

Os foliões deverão trocar duas bolsas de leite em pó por uma ingresso, na Secretaria de Programas Sociais, na Praça do Jacaré, centro da cidade, por todo o dia de hoje.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

DIA DO FREVO

105 ANOS DE BELEZA E ALEGRIA

Antonino Oliveira Júnior

Que ritmo é esse, que é mais que música, mais que dança, mais que brilho? Que ritmo é esse que supera a timidez e arrasta multidões numa dança que mistura graça, beleza e energia?

A cada ano mais jovem e vibrante, o FREVO chega aos 105 anos, liderando a mais bela manifestação popular do Brasil, o carnaval. FREVO, um ritmo que se divide para abraçar a todos. O de rua, eletrizante, leva ao delírio coletivo; o Canção é pessoal e fala, muitas vezes, da afetividade pessoal; e o de Blocos, a parte lírica, guardada pelo frevo para alimentar os corações sonhadores dos eternos apaixonados, seja pela colombina, seja pela cidade, seja pelo próprio frevo.

Evoé!, Miro de Oliveira, Nelson Ferreira, Capiba, Felinho, Edgar Moraes, J. Michilles, Getúlio Cavalcanti, Raul Morais, Bajado, Banhistas do Pina, Bloco das Flores, Homem da Meia-Noite, Vassourinhas, Orquestra e Coral Juventude Lírica, Domingos Sávio, José Geraldo, Luiza Oliveira e Fernando da Lira.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

CHARTE CHEGA PARA FICAR

A Cia. Teatral CHARTE dá os primeiros passos no universo cênico de Pernambuco, mas, já chegou demonstrando força na proposta de trabalho do grupo. Já no segundo espetáculo, que tem o sugestivo título de "60 Segundos", dá o seu recado, ao montar um trabalho voltado para provocar o público e levá-lo a refletir em relação aos problemas que rondam o dia a dia do país.

O texto é assinado por Heyder Sanfer, com a direção cênica assinada por Cesar Rasec e um elenco formado por Heyder Sanfer, Lais Monique, Adriano Severo e Araci, contando com a participação especial de João Neto e Itamar Phellipe.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SOFREGUIDÃO

Antonino Oliveira Júnior


Os minutos pingam
sobre o caminhar lento das horas
e o aguardar angustiante
faz-me oscilar constantemente
entre os intermináveis compassos de espera
e os efêmeros momentos do pulsar acelerado.

A cada sensação nova
tua figura surge viva e imponente
até se esvair
no labirinto dos sonhos
e dos desejos arrebatadores.

O abrir a porta
revela a dor da espera vã
e o vento frio
deixado por tua ausência
chove meu rosto
e inunda meu coração de tristeza.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

PALHAÇOS



Foto: Toni Braga


Interpretando há quase 20 anos os personagens João Grilo e Chicó, na peça "Auto da compadecida", vale a pena conferir mais uma faceta dos atores Sóstenes Vidal e Williams Sant'anna, no espetáculo PALHAÇOS - O REVERSO DO ESPELHO, pela Dramart Produções, no Teatro Barreto Júnior, Pina, Recife, nesta quarta-feira, 18 de jneiro, `s 20:30 horas. A entrada custa apenas R$ 10,00, dentro da programação do 18º Janeiro de Grandes Espetáculos.

O espetáculo é um tenso jogo sobre afetividades e a existência humana e sobre "quem é, na verdade, palhaço na vida".

CORAÇÃO EM EROSÃO


Antonino Oliveira Júnior


Você chegou daquele jeito...
Tinha que ser assim...

Suas carícias, seus carinhos,
Uma enxurrada de prazer
Causando essa erosão em meu coração,
Uma fenda profunda
Preenchida por tudo o que sinto,
Por tudo o que desejo,
Pelo tudo que é você.

Não fala nada agora
E apenas fecha os olhos...
E com o sal de seu suor
Batizo com o nome de amor
o recheio dessa fenda
que me abre e me preenche o peito.

sábado, 14 de janeiro de 2012

GRUPO DE POESIAS "VOZES FEMININAS"




O Grupo de Poesias VOZES FEMININAS lança seu mais novo projeto, A palavra em movimento, dia 18 do corrente, às 19 horas, na Casa Mecane, na Visconde de Suassuna, Boa Vista, Recife, com recitação das integrantes do Grupo: Suzana Morais, Silvana Menezes, Mariane Bigio e Cida Pedrosa, contando com a participação especial de Kerlle de Magalhães, Miró, Renata Santana e Rita Marize.

O Projeto é apoiado pelo Funcultura e o Grupo vai realizar vinte recitais em Recife, Olinda, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho, em datas a serem divulgadas.

domingo, 8 de janeiro de 2012

COMO É GRANDE O MEU AMOR POR VOCÊ



Antonino Oliveira Júnior.


Às vezes nem sei o que sinto,
Se é ciúme ou raiva;
Tu , que me tens de tanto tempo
Te entregas a aventuras,
A coisas passageiras
E sinto raiva
Quando te vejo amorosamente caída
Em braços sem ternura;
Quando te entregas
A quem te usa e depois te descarta.
O ciúme fere-me a alma
E uma lágrima morna rola em meu rosto
E eu sofro
Como quem vê distante um grande amor;
E relembro todos os nossos momentos
Na quietude de tempos outros
Das juras de amor eterno, da cumplicidade;

Não gosto de ver-te assim, como estás...

Sinto raiva de quem te machuca
E, ainda que, morto de ciúmes,
Queria colocar-te todinha em meu colo
E falar baixinho ao teu ouvido:

“Ah, minha cidade,
Como é grande o meu amor por você!”

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

OFICINA COM ARTISTA ITALIANO



Damiano Massaccesi, da Cia. Circo Godot de Teatro / foto: Roberto D'ângelo


O ator e artista circense Damiano Massaccesi vai coordenar a Oficina "GRANDEZA DO SER - OFICINA DE TÉCNICAS CIRCENSES", numa parceria com o 18º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS, sendo a única opção de oficina no evento, tendo como público/alvo atores, bailarinos, arteeducadores, etc.

O trabalho é focado no desenvolvimento das habilidades circenses (acrobacias, tecido, pernas-de-pau e malabares) e nas possibilidades das inserções dessas técnicas com os princípios cômicos.

As Oficinas acontecerão de 23 a 27 de janeiro, das 14 às 18 horas, no Teatro Arraial, em Recife, para apenas 20 inscritos, ao custo de R$ 30,00. As inscrições devem ser feitas no Sindicato dos artistas - Casa da Cultura, Raio Oeste, fone:3424 3133.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CANTO DE HOJE



Antonino Oliveira Júnior



Canto, nesta manhã,
A vida que reabre os braços
E me acolhe
Como um renascer de amor.

Sem escuros, sem medos, sem dor,
Sinto as lágrimas felizes da liberdade
Rolarem na face,
E o pulsar de um grito novo
A saltar da garganta por impulso.

Um grito com o perfume das rosas,
A maciez das nuvens
E a força do vento.

Canto, nesta manhã,
O meu canto de hoje,
Suave e firme
Como o gorjeio do pássaro da manhã
Que reage à extinção imposta
E insiste em festejar a beleza
E tornar alegre e feliz
O mundo dos seus algozes.


*Antonino Oliveira Júnior é da Academia Cabense de Letras

TRABALHO DE ACADÊMICO CABENSE É CITADO EM NATAL






Mestre Graciliano


Passo na banca, pego a revista Literatura, de setembro, que tem na capa Mestre Graciliano Ramos e também Dom Casmurro, de Machado de Assis, por conta daquela possível traição de Capitu, um esporte muito praticado nas civilizações adiantadas e Natal é uma delas. Os Bentinhos bem sabem disso. A revista fala ainda sobre a contemporaneidade no poema e uma boa e oportuna matéria com o título "A sala de aula como oficina de Literatura".

Na abertura, os votos de boas vindas já apontam a boa direção que deveria ser seguida por todos os professores e professoras: "Faça da sala de aula uma oficina de literatura, estimulando o gosto literário nos alunos, afinal o que o bom texto precisa é de afinidade com o leitor e uma das incumbências do professor é criar essa afinidade".

O texto sobre Graciliano Ramos é de autoria do professor pernambucano Douglas Menezes. Trata não apenas da valiosa obra do grande escritor alagoano, mas discorre também sobre a personalidade e o caráter de um dos maiores escritores de língua portuguesa. Douglas faz leitura dos livros de Graça. Abrindo as páginas de Vidas Secas, comenta: "Não é sem razão que cada palavra, cada frase, cada período de Vidas Secas se transpõe numa metáfora única sobre a miserabilidade de uma vivência aviltante. Quando se fala numa linguagem despojada no romance de Fabiano e família, desprovida de qualquer ornamento, embelezamento desnecessário ou detalhismo retórico, afirma-se da estreita ligação entre a forma e o conteúdo.

Secos os vocábulos, precisas as frases, endurecidos os períodos. Palavra nenhuma sobrando, pois o drama exige concretude, real a pintura a ser expressa". Fui lendo essas considerações do professor pernambucano e me veio à memória um texto de Graciliano Ramos que li recentemente na internet. Uma preciosa aula sobre arte de escrever. Diz o Mestre: - Quem escreve deve ter todo cuidado para a coisa não sair molhada. Quero dizer que da página que foi escrita não deve pingar nenhuma palavra, a não ser as desnecessárias. É como pano lavado que se estira no varal. Naquela maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. - Elas começam com uma primeira lava. Molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Depois colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. - Depois batem o pano na laje ou na pedra limpa e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. - Pois que se mete a escrever devia fazer a mesma coisa.

A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso, a palavra foi feita para dizer". As bolas do Ministério Deu no jornal O Globo: "Verbas oficiais irrigam OGNs ligadas ao PCdoB". A notícia acrescenta detalhes: - Não é apenas no Ministério do Esporte que ONGs ligadas ao PCdoB se alimentam de recursos federais. Elas aparecem como beneficiárias de verbas dos ministérios da Cultura, Saúde e Cidades. Uma delas é o Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ), que recebeu R$ 2,1 milhão desde 2004 e funciona no mesmo endereço da União da Juventude Socialista, ligada ao partido, na rua Treze de Maio, em São Paulo. - O Centro só se tornou influente depois que Gustavo Petta, cunhado do ministro do Esporte, Orlando Silva, foi seu dirigente. Cadê a luz Há mais de três meses que se apagaram as luminárias de um poste do canteiro central da avenida Duque de Caxias esquina com a rua Nísia Floresta, na velha, abandonada e penumbrosa Ribeira.

Há uma vaga esperança de que no retorno de sua viagem a alcaidessa autorize a reposição das lâmpadas. Livro Cláudio Guerra lança hoje à noite (19 horas), no auditório do DCE da UFRN (Setor 1 do Campus), seu novo romance Marinheiro Só. Parte da história, ocorrida nos tempos da ditadura, tem Natal como cenário. Em 2009, Cláudio Guerra publicou com o selo do Sebo Vermelho Alcanorte, de farsa às cinzas. É paulistano de nascimento e mora no Rio Grande do Norte derna de 1981. É graduado em História e ligado ao Partido Comunista Brasileiro, tendo Macau como front. Mais literatura Hoje é o último dia do IV Encontro Potiguar de Escritores que acontece na Academia Norte-Rio-Grandense de Escritores. Às 9 horas há um debate sobre a "Contribuição Cascudiana para História, Etnografia e Literatura Oral" com Diógenes da Cunha Lima, Vicente Serejo e Ana Maria Cascudo Barreto. Em seguida o poeta Aécio Cândido falará sobre o Instituto Cultural do Oeste Potiguar. Na parte da tarde, coisa das 15 horas, Valdenides Dias abordará o tema "Vozes Femininas na Literatura Potiguar". Depois, Cláudia Santa Rosa, Erileide Rocha, Fernando Mineiro e Chico Alves vão discutir "A questão do livro e da leitura". Política A política do Rio Grande do Norte chega ao fino do fino do nonsense, beirando o surreal. Nunca se viu outubro igual. Está nas folhas: "Robinson Faria diz que vai articular a oposição ao governo Rosalba Ciarlini". Ora, ele é o vice-governador! Não é fantastique?! Augusto Boal jamais imaginaria cena em seu teatro do absurdo. Ser oposição é novidade na biografia de Robinson. Grande novidade; dramática novidade. Sempre foi homem de governo. Quando não dentro da sala, pisando nos tapetes e se refastelando nas largas poltronas do poder, sabia se aprochegar, deliciando-se nas frescas dos alpendres.

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/mestre-graciliano/200544

Fonte: Tribuna do Norte

Autor: Redação / 26 de Outubro de 2011.


*Douglas Menezes é da Academia Cabense de Letras

sábado, 31 de dezembro de 2011

UM MOMENTO PARA SEMPRE



Foto: José Ferreira / Acervo: Casa da Memória do Cabo


Em 1976, a equipe do Jornal BOmTempo estava a caminho de Serrita, onde aconteceria a Missa do Vaqueiro. Numa localidade à beira da estrada do sertão, paramos para descansar um pouco e matar a sede, quando demos de cara com o Mestre LUIZ GONZAGA, que seguia, também, para Serrita. Foram apenas cerca de 15 minutos de uma conversa inesquecível e que fica para a eternidade. Uma honra sem tamanho publicar a foto no momento em que o Brasil se prepara para festejar o centenário do maior nome da cultura popular do país. Na foto, estão: LUIZ GONZAGA, Antonino Oliveira Júnior, Douglas Menezes e Rilso Neres.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O FIM DO MUNDO



Antonino Oliveira Júnior



Uma previsão Maia, que virou filme e notícia no mundo inteiro, fala que o mundo acaba em 2012 e, mais ainda, no dia 21 de dezembro. Seria muito bom que o mundo acabasse já agora. Mas esse mundo distorcido que a gente é obrigado a conviver com ele, com inversões de valores, com “autoridades” que não se respeitam e nem respeitam seu povo, que, por serem corruptos, vivem a assediar os pobres de dinheiro e de espírito para corromperem e se manterem, assim, em seus cargos, cada vez mais, suntuosos. Que acabe o mundo da intolerância, do preconceito, das injustiças (todas) e da violência de todas as espécies. Que acabe, sim, esse mundo do primeiro “eu” e sempre “eu”, que acabe o mundo que dita a “vantagem pessoal em tudo”. Que acabe esse mundo do desamor. Mas, que acabe ainda agora, em 2011, para que 2012 seja sim, o nascimento de um mundo novo, onde nós lembremos sempre que não estamos sozinhos, que a felicidade não é e não pode ser um patrimônio da individualidade, mas, uma condição humana, um benefício coletivo. Que não nos baste a nossa mesa farta, que as mãos não estendam mais para pedir, mas, para o cumprimento, que possamos ir às urnas votar felizes e esperançosos, jamais abusado por ser “obrigado” por lei. Que nasça o mundo que nos permita acreditar e confiar nos Poderes Constituídos, que nos permita mais tolerância, mais fraternidade, mais gestos de amor e uma prática de vida que nos aproxime do sonho maior, de viver um mundo de paz.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SUAPE



Antonino Oliveira Júnior
(1970)

Num horizonte profundo
um sentimento mesquinho
sufocando beleza,
abafando sentimentos
sob mão de aço,
mente de ferro
e coração de gelo.

E os peixes se afogam
nas lágrimas do pescador.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O REI E O PALHAÇO



Antonio Nóbrega, o maior brincante de Pernambuco.




Sua coroa é de ouro,
O meu chapéu é de palha.
A sua cota é de malha,
O meu gibão é de couro.

Sua justiça é no foro,
Minha lei é o consenso.
O seu reinado é imenso,
Minha casa é meu país.

Você é preso ao que diz,
Eu digo tudo o que penso.
Você vem com a arma erguida,
Eu vou abaixando a guarda.

Você vem vestindo a farda,
Eu de roupa colorida.
Você disputa corrida,
Eu corro pra relaxar.

Sua marcha é militar,
A minha é de carnaval.
Seu traje é de general,
Eu visto pena e cocar.

Você liga a motosserra,
Eu planto flor no cerrado.
Você só anda calçado,
Eu piso com o pé na terra.

Você quer vencer a guerra,
Eu quero ganhar a paz.
Você busca sempre mais,
Eu só quero o que é meu.

Você se acha europeu,
Eu sou dos canaviais.
Você vem com a força bruta,
Eu vou com a ginga mansa.

Você vem erguendo a lança,
E eu erguendo a batuta.
Você me traz a cicuta,
Eu lhe dou chá de limão.

Você diz que é capitão,
Eu só sou um mensageiro.
Você é um brigadeiro,
Eu sou só um folgazão.

domingo, 25 de dezembro de 2011

O CHORO DO AMOR




Antonino Oliveira Júnior


É doloroso e cruel;
É como sentir o prego perfurando tua carne,
Teus nervos, tua história...
O Teu olhar sereno
Sossega nossas lágrimas
E apascenta nossos corações...

Volto no tempo
Que me leva à manjedoura
Para ver-Te em prantos
No colo da mãe serena...

O choro do amor ecoava,
O choro que trouxe luz
Apontou caminhos para a humanidade
E encheu de esperanças
Um mundo preso aos pregos
E ao choro do nosso sofrimento,
Esquecendo , sem razão,
O Teu choro de amor.


*Antonino Oliveira Júnior é da Academia Cabense de Letras

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

E O CRISTO DO NATAL, ONDE ESTÁ?


Pastor Erivaldo Alves*


“Os magos, vindos do oriente, perguntaram: Onde está o Cristo”?

Ao longo dos anos, as pessoas inventaram muitas histórias a fim de esconderem Cristo e apresentarem um Natal discristificado (desculpem o neologismo).
 É um velhinho barbudo e branquecelo, chamado de Papai Noel;
 São presentes e mais presentes;
 São jantares regados a muitas e diversificadas guloseimas;
 São bastantes bebidas.
A mensagem do Natal é a mensagem de submissão, obediência. Disse Maria: “Cumpra-se em tua serva a tua vontade”. As palavras submissão e obediência são repugnadas pela sociedade pós-moderna.
A mensagem do Natal é a mensagem do justo, do correto, do certo. Diz o texto bíblico: “Sendo José, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento” (Lucas 1.19). Hoje o que impera é a lei de Gerson.
A mensagem do Natal é a mensagem da simplicidade. Maria, uma jovem simples, antes sem qualquer destaque, para ser a mãe de Jesus. José, seu marido, de igual modo não pertencia às elites da época. Era tão somente um carpinteiro. Jesus não teve um enxoval, nem sequer uma casa para vir ao mundo. A Bíblia diz que Maria “deu à luz a Jesus e o envolveu em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lucas 2,7). “Deus não vê como vê o homem, o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” (I Samuel 16.7b). O que se vê hoje é a extravagância e o luxo e consequentemente, as pessoas se complicando cada vez mais com seus estilos de vidas arrogantes.
A mensagem do Natal é a mensagem da necessidade de se fazer ajustes para se aceitar a vontade de Deus. Maria teve que enfrentar obstáculos – a gravidez inexplicável traria sérias implicações éticas. O que se percebe nos dias atuais são as pessoas cada vez mais orgulhosas, prepotentes sem a humildade de quererem ajustar suas vidas à vontade do Senhor.
A mensagem do Natal deve ser a mensagem da hospitalidade – devemos dizer diferente do que disse aquele dono da estalagem (não há lugar), á época do nascimento do Salvador. Dizermos: “Ei Maria e José, voltem aqui! Há lugar para vocês no meu quarto”.
A lenda do quarto sábio - Segundo a lenda, o quarto sábio se perdeu pelo caminho e ele levaria pedras preciosas para Jesus, enquanto os outros três levaram ouro, incenso e mirra.
Enquanto procurava Jesus, deu um rubi para libertar uma criança que seria morta pelos soldados de Herodes.
 Viveu trinta anos numa comunidade de leprosos, onde cuidou de suas feridas e os ensinou a trabalhar.
 Já velho e doente, soube que Jesus estava em Jerusalém. Quando ali chegou encontrou o mestre sendo açoitado.
 Ele ainda tinha o tesouro maior para dar a Jesus – a pérola. Entretanto, logo entregou para os soldados e com ela compra a liberdade de uma jovem que estava sendo levada como escrava.
De longe, viu Jesus pregado na cruz. Momentos depois, o sábio está morrendo.
Em uma visão, para saciar sua sede, é Jesus mesmo quem está diante dele e lhe dá água.
Admirado, ele fala com Jesus, pede-lhe perdão por não ter mais bem nenhum para lhe oferecer. Jesus fala: “Já me deste os teus bens; quando fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste”.

O melhor presente de Natal
Dezembro chegou.
Árvores com bolas multicores aparecem,
Cartões são enviados,
Mensagens de paz proferidas.
Há uma decoração diferente;
nos lábios, a diferença de um sorriso.
Até a natureza parece se enfeitar,
Árvores têm folhas novas
a se adornar com seus frutos.
As vitrines estão decoradas
Expondo artigos de presente...
O natal está aí.
E o Cristo do Natal onde está?
Pastor Erivaldo Alves – IEBC (Cantata infantil) 18.12.2011)

*Pastor Erivaldo é da Academia Cabense de Letras.

UM NATAL FELIZ PARA TODOS




Desejamos aos nossos leitores e colaboradores um Natal Feliz, com muita luz e co muito amor. Sem o consumismo do papai noel, que todos possam festejar o aniversário de Jesus, que é, na verdade, o grande sentido do Natal. Que sejamos como o próprio Jesus, justo, fraterno, solidário e, acima de tudo, com imensa capacidade de amar. Amar de forma incondicional, lembrando que nossos gestos e ações são refletidas de volta para nós mesmos.

Que o Natal seja realmente motivo de felicidade para todos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

IVAN MARINHO EM NAZARÉ



Ivan e um de seus quadros.


O artista plástico e poeta Ivan Marinho continua com Exposição na Igreja de Nazaré, no Cabo de Santo Agostinho. É uma oportunidade a mais para conhecer de perto os trabalhos de Ivan Marinho, um dos mais conceituados artistas no Estado de Pernambuco. A Exposição vai até o final de Janeiro.

Ivan Marinho , além de Artista Plástico, é Professor da rede pública, poeta e membro da Academia Cabense de Letras.

NÃO EXISTEM DOIS



Antonino Oliveira Júnior


Quando procuro teu cheiro
viajo no mar da insensatez...
toques suaves,
murmúrios,
minha pele recebe a tua,
respiração ofegante...
de quem?
quem respira?
a alma em festa...
que alma?
de quem?
reclamas que não me achas
e eu não mais te vejo...
onde estou?
onde estás?
existes? existo?
respiro o teu ar para viver,
bato dentro de ti para que vivas...

não nos achamos...

porque não somos mais dois.


*Antonino Oliveira Júnior é da Academia Cabense de Letras

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

À PROCURA DE UM AMIGO

Erivaldo Alves*


Amigo que me aceite com todos os meus defeitos

Amigo que saiba que muitas vezes eu me esforço muito para parecer melhor do que sou.

Amigo que aceite meu ser real

Amigo que me olhe como uma pessoa em recuperação

Amigo que saiba que o relacionamento se aprofunda quando eu sou real

Amigo que me aceite quando eu não estou fingindo

Amigo que me ajude a me tornar melhor do que eu sou normalmente

Amigo que não fique impressionado ao perceber que muito do que falo é preparado para mostrar como eu sou mais esperto, inteligente ou engraçado, muitas vezes à custa de outras pessoas.

Amigo que não se escandalize ao saber que não tenho certeza de que – se não fosse eu – eu gostaria de mim.

Amigo que saiba que quando eu estou com pessoas que me conhecem em profundidade e me aceitam plenamente, essa aceitação toca minha condição de decaído como o médico toca a ferida do corpo de um paciente.

Amigo que fique em silêncio ao meu lado quando eu estiver em desespero ou confusão.
Amigo que saiba toda verdade a meu respeito e mesmo assim me respeite.

Desconfio que esse amigo não me amaria se soubesse que eu sou “uma mercadoria com defeito”.

*Erivaldo Alves é Pastor da Igreja Batista da Cohab e membro da Academia Cabense de Letras.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

JANELA QUE DÁ PARA A PAIXÃO

Antonino Oliveira Júnior


Tão perto de mim estava você
olhei seus olhos, janela que dá para a paixão
respirei você e vivi
revivendo momentos...

avalanche de toques
e erupção de desejos...

Pela janela que dá para a paixão... os seus olhos.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

LUIZ NAVARRO - CIDADÃO CABENSE

Ator e teatrólogo Luiz Navarro.

Quarta-feira, 14 de dezembro, às 18:30 horas, acontece, na Câmara de Vereadores do Cabo, a entrega do Título de Cidadão Cabense a Luiz Navarro, ator e teatrólogo premiado em diversos festivais realizados em Pernambuco e fora do Estado.

Luiz Navarro, além de ator e teatrólogo, é membro da Academia Cabense de Letras. O título de Cidadão Cabense é concedido pela Câmara de Vereadores, que aprovou o Projeto do Vereador e Presidente da Câmara, Gessé Valério.